Resumo- 1984 ( George Orwell )

 Resumo- 1984 ( George Orwell )

A obra-prima de George Orwell se inicia situando o leitor no tempo e no espaço : O totalitarismo é o mote que embala a narrativa passada em Londres, no ano de 1984. No mundo ficcional criado por Orwell, existem inúmeros televisores monitorando e controlando a população, nenhum cidadão tem mais direito a privacidade.

O protagonista da história é logo apresentado no primeiro parágrafo: o solitário Winston Smith, alocado no Departamento de Documentação do Ministério da Verdade, é um dos funcionários responsáveis pela propaganda e pela reescrita do passado.

Pertencendo a classe média-baixa, a sua função é reescrever os jornais e documentos antigos de modo a apoiar o partido no poder. O que não pode ser reescrito é destruído, essa é a maneira que o Estado encontra para manter-se no poder. Winston é membro do Partido Externo e detesta seu trabalho e o governo.

O que chamamos de governo no romance é regido pelo Grande Irmão, um ditador e líder do Partido. Apesar de nunca ter sido visto pessoalmente, o Grande Irmão tudo vê e controla. No Estado já não existem leis, impera uma única ordem categórica e absoluta: todos devem obedecer.

A propaganda é uma das bases do regime, que garante a manutenção do poder. Há quem diga que o personagem ficcional foi inspirado em Stalin.

Julia é a heroína da história, uma mulher bem humorada que tem o mesmo espírito contestador de Winston. Quando se encontram imediatamente se identificam e começa a brotar o amor. O casal pede transferência dos respectivos postos de trabalho e consegue trabalhar junto.

A alegria, no entanto, dura pouco. Winston e Julia são desmascarados e presos. Ambos não resistem as pressões dos interrogatórios e denunciam um ao outro.


Sobre a publicação do livro

Originalmente lançado em 8 de junho de 1949 (cinco dias depois nos EUA), o livro foi traduzido para mais de 65 países e foi adaptado para o cinema, para a televisão, para os quadrinhos e até para a música.

Orwell assume ter se inspirado na reunião dos líderes do Aliados na Conferência de Tehran, em 1944, para construir a sua ficção.

O desejo original do autor era batizar o livro com o título The last man in Europe, mas, segundo o biógrafo Bernard Crick, o editor Frederic Warburg acabou conseguindo convencê-lo a adotar como título somente o ano 1949. A publicação foi um sucesso de vendas.


O Big Brother e o enredo de 1984

Protagonizado por Winston Smith, funcionário do Departamento de Documentação do Ministério da Verdade, o enredo do livro “1984” se concentra na fictícia Oceânia, situada em Londres.

A sociedade nesse local é dominada pelo Grande Irmão, cujo rosto ninguém viu, sendo então uma figura abstrata, representante de qualquer líder político com atitudes ditatoriais.

A tal figura do Big Brother chegou ao poder após uma guerra global, algo semelhante à Segunda Guerra Mundial. Com o fim de várias nações, a fictícia Oceânia passou a representar a Nova Zelândia, a ex-Inglaterra, ex-Austrália, ex-Américas e parte da África.

Com isso, o Grande Irmão passou a dominar a região e sua sociedade, graças a televisores distribuídos em locais públicos e nas casas, monitorando e controlando os passos dos cidadãos.

Algo tão invasivo quanto o reality show Big Brother, da Globo, criado originalmente por John de Mol, e outros semelhantes da TV aberta.

A ordem, portanto, era obedecer ao Partido. As pessoas eram obrigadas a ouvir o que o líder tinha a dizer, enquanto ele inspirava o espírito nacionalista desses cidadãos.

Sobre a manutenção desse regime opressor, a base era a propaganda  — que só fazia enaltecer o poder absoluto do Grande Irmão e mostrar que estava tudo certo naquele cenário sombrio.


Winston Smith e o Ministério da Verdade

Voltamos a falar sobre o protagonista de “1984”, Winston Smith. Seu trabalho no Ministério da Verdade é, ironicamente, reescrever a história — no caso, falsificar dados — aos moldes do governo tirano.

Afinal, como se manter no poder tendo que explicar fatos errôneos cometidos pelo Estado? Nada melhor para um governo totalitário que reinventar a história e mentir sobre informações, tal qual é feito hoje, com as fake news.

O objetivo não é outro senão o de aniquilar a vontade do povo de lutar contra o sistema, uma vez que, se não há nada de errado acontecendo, então não há nada a ser mudado.

Mas, quando você pensa que as fake news são as ferramentas mais devastadoras que um governo poderia usar, vem George Orwell e amplia ainda mais o arsenal político opressor: a polícia do pensamento.

Entretanto, como acusar alguém de ter pensamentos criminosos?

No livro “1984”, isso não só é possível, como é instrumento comum do Estado. Em algum momento, pessoas eram torturadas pelas mãos do governo – e desapareciam, sem qualquer julgamento.

Essa polícia do pensamento, bastante bizarra, tinha como foco eliminar alguém antes que essa pessoa pudesse cometer o crime. E, aliado a isso, nascia também a chamada Novafala.

Winston conhecia muito bem todos esses processos e, embora fosse um risco, escrevia seus pensamentos em um diário, o que também era considerado uma transgressão.


O que é a Novafala na visão de George Orwell?

Novafala é um conjunto semântico que visa aniquilar a individualidade humana, impedindo sua pretensa transgressão contra o Partido.

Em outras palavras, ninguém conseguiria articular um pensamento transgressor, encontrar cúmplices e dar início ao crime.

Tudo isso, por causa da Novafala, uma língua oficial construída de maneira que nenhum cidadão conseguisse expressar vontade de mudar o sistema.

E quem conhecia esse sistema de opressão era o Winston, ainda que fosse um membro do partido externo, um grupo formado pelos chamados “seguidores das ordens”.

No romance de “1984”, Winston detém informações suficientes não só para moldar o passado do Grande Irmão como também aplicar a Novafala em seu ofício.

Além do partido externo, há também o partido interno, ligado ao “Big Brother” e que desempenha as ações de liderança.

Paralelo aos partidos, Orwell destacou a presença de uma população numerosa, pobre e de baixa escolaridade, que vive desassociada do grupo externo do Partido.

Isto é, mais do que controlar o povo, o governo fascista precisava manter essas pessoas longe daqueles que detinham conhecimento sobre como subverter a Ordem e provocar, assim, uma rebelião.

Algo bem semelhante ao que ocorria na antiga Roma, onde o Império Romano distribuía trigo e espetáculos para entreter o povo, em uma política que ganhou a expressão “pão e circo”. Dessa forma, o povo humilde não morria de fome mas também não se revoltava para exigir melhores condições de vida.

E essa prática existe até hoje, sob o formato de reality show e cortinas de fumaça provocadas pelo próprio governo, com objetivo de alienar e banalizar qualquer ato que possa parecer errático.

Então, enquanto as pessoas se divertem, a verdadeira e cruel política acontece por debaixo dos panos, sem respeito ao ser humano.


A revolta de Winston Smith na obra “1984”

Apesar de a opressão física e mental ser bastante ferrenha sobre os membros externos do Partido, Winston se sentiu encorajado a transgredi-lo.

Indo além de suas páginas do diário, onde se permitia escrever suas impressões e ideias sobre aquele governo que tanto detestava, ele se apaixonou por Júlia, a funcionária do Departamento de Ficção.

Juntos, eles sentiam que uma rebelião seria possível, mesmo não sendo nada fácil agir contra o poder. E não era. Ambos experimentam a “reeducação” ofertada pelo Estado.





Fonte 1 : Resumo do livro 1984: do site mural dos livros


Fonte 2 : Resumo do livro 1984: do site cultura genial

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